Contra Sopa, grandes sites ficam fora do ar amanhã.
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Quarta-feira, 18 de janeiro de 2012, deve ser um dia ímpar para história da internet. Pela primeira vez, gigantes da web podem realizar um blackout de seus serviços em protesto contra um projeto de lei.

O motivo é a proposta conhecida como Sopa (Stop Online Piracy Act, ou Lei Para Parar a Pirataria Online, em português), que tramita no Congresso americano.

Entenda o caso - O projeto foi apresentado pelo congressista americano Lamar Smith, do Estado do Texas, em outubro do ano passado, com o apoio de associações de gravadoras e de estúdios de cinema – supostas vítimas da troca de arquivos online.

A proposta prevê que qualquer serviço online, aí incluso gigantes como Google, Facebook e Twitter, seriam responsáveis pelos conteúdos protegidos por direitos autorais publicados ou compartilhados por seus usuários.

Para forçar os sites a retirarem os conteúdos supostamente ilícitos do ar, a lei prevê o bloqueio de serviços de pagamentos utilizados pelas empresas de internet, como o PayPal, e a suspensão de operações de cartão de crédito. O projeto prevê até mesmo a remoção das menções de sites suspeitos de buscadores como o Google.

Sites hospedados nos Estados Unidos poderão ser tirados do ar. Como várias empresas em todo o mundo usam servidores localizados naquele país, serviços de várias nações seriam afetadas pela nova lei americana. Uma vez bloqueado, um site teria que reverter o quadro na Justiça americana, o que seria caro e moroso.

Quem ficará fora do ar - Contra a medida estão serviços como Google, Facebook, Zynga, eBay, Fundação Mozilla, Yahoo! e LinkedIn. Gigantes como Microsoft e Apple se mostraram neutras em um primeiro momento, porém, têm manifestado preocupação com a aprovação da lei nos termos propostos no Congresso.

A versão em inglês da Wikipedia, a rede de blogs Cheezburguer e o bookmark Reddit já anunciaram que ficarão fora do ar amanhã, quarta-feira. Facebook, Google e Amazon ameaçaram, mas não confirmaram ainda a pausa. O Twitter, por sua vez, anunciou que não vai aderir ao protesto.

Na avaliação de Dick Costolo, CEO do Twitter, tirar o microblog do ar é uma reação desproporcional das empresas de internet. Costolo disse que o Twitter não sairá do ar por ser um serviço global e a Sopa ser um problema restrito a um só país, no caso, os Estados Unidos.

Defensor da nova lei, o magnata Rupert Murdoch, dono da rede e dos estúdios Fox de cinema, disparou, por meio de seu Twitter, que a Casa Branca está a serviço dos “mestres do Vale do Silício”, e que o Google lucra com anúncios vendidos para empresas que oferecem produtos falsificados. Para Murdoch, o serviço de buscas seria o “líder da pirataria”.

Por sua vez, a empresa de Mountain View alegou que, em 2011, mais de 5 milhões de páginas de conteúdo duvidoso foram retiradas dos resultados das buscas e mais de US$60 milhões foram investidos na batalha contra a pirataria.

Até então, o mundo já viu diversos povos se mobilizando por meio das redes sociais para se manifestarem, mas essa será a primeira vez que as próprias plataformas o farão de maneira mais radical, ou seja, retirando o time de campo.

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