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hwilian

Celular faz mal para o cérebro

1 post neste tópico

…a densidade de fótons por comprimento de onda ao cubo na radiação dos celulares e suas torres.

uma década de estudos sobre os efeitos dos celulares no corpo humano, mais especialmente sobre o cérebro humano, marcada a partir de um texto de robert park no JNCI em fevereiro de 2001 [Cellular Telephones and Cancer: How Should Science Respond?] acaba de ser posta em dúvida por William Bruno, do los alamos national laboratory americano.

uma das teses que leva pelo menos parte da comunidade científica a assumir que celulares são seguros, citada logo no resumo do artigo de bruno, diz que…

…cellphones are safe because a single microwave photon does not have enough energy to break a chemical bond…

…os aparelhos não oferecem risco à saúde porque um simples fóton [na frequência] de microondas [a dos celulares] não tem energia suficiente para quebrar ligações químicas como as existentes no nosso corpo e, então… não há porque se preocupar.

mas olha só a segunda frase do resumo…

We show that cellphone technology operates in the classical wave limit, not the single photon limit.

…nós mostramos [lá no artigo de bruno] que a tecnologia celular funciona dentro do limite clássico de ondas e não do limite de fótons únicos. bem, você e eu diríamos… e daí?

o que é um fóton? é uma partícula elementar, a forma básica de radiação eletromagnética. os fótons não tem carga elétrica ou massa e não decaem espontaneamente no vácuo, onde se movem à velocidade da luz. isso é só pra dizer que… onde tem radiação [veja diagrama acima] tem fótons.

agora que a gente já sabe disso, o primeiro ponto de vista lá em cima diz que estaríamos seguros porque os fótons –considerados um a um- não nos afetam, porque não têm energia para tal. já o segundo diz que o problema não são os fótons, são os feixes deles…e a radiação celular é de feixes de fótons, e não de fótons isolados.

para estarem “isolados” e não terem a possibilidade de criar interações entre eles, possivelmente combinando suas energias, deveria haver no máximo um fóton por comprimento de sua radiação ao cubo… ou seja, bruno diz que as coisas não nos afetariam se estivessem suficientemente longe umas das outras pra evitar combinações que causassem efeitos potencialmente perigosos a coisas vivas como nós.

e quantos fótons deveria haver no espaço ao nosso redor para não haver nenhuma preocupação sobre efeitos à saúde? bem, o comprimento de onda da frequência usada pelos celulares é perto de 30cm [atenção, o valor não é exato; é usado aqui para comparação pois é “uma régua” padrão de escola e perto do real] e isso ao cubo, um cubo cujas arestas são réguas escolares, de 27.000cm^3. mas imagine um cubo “de réguas”, algo mais próximo da capacidade de visualização de qualquer. note que um cubo de réguas é umas 37 vezes menor que um “cubo de metros”, o cubo de arestas de um metro cada, que tem 1.000.000cm^3.

num destes cubo de “metros”, aqui na terra, há quantos fótons de energia oriunda do sol? uns 20 trilhões. no cubo de réguas? cerca de 540 bilhões, quase tudo energia “boa”. no artigo, bruno diz que densidade de fótons no ultravioleta [lembre câncer de pele e outras coisas desagradáveis…], parte da energia que o sol nos envia, é várias ordens de magnitude abaixo de limite para interação.

acontece que, a dez metros de distância de uma torre de celular, são alguns milhões de fótons por “cubo de réguas” a mais do que deveriam estar lá para garantir que não haveria nenhuma interação ou combinação entre eles. por acaso você tem uma antena de celular na cobertura de seu prédio para ajudar a pagar o condomínio?

no caso dos aparelhos celulares, fica ainda mais complicado: estamos falando de centenas de milhões de vezes acima do limite de um fóton por comprimento de onda cúbico, nosso “cubo de réguas”. pense… onde deveria haver um fontonzinho de nada… há centenas de milhões. e se estes caras estiverem interagindo e se combinando de forma bem mais potente do que um simples fóton?

veja possíveis implicações deste cenário neste texto, que saiu faz pouco tempo aqui no blog, varrendo um número de pesquisas dos últimos muitos anos.

Pelo sim, pelo não e como a intensidade do sinal e a densidade de fótons cai com a distância, qual é a distância segura? de acordo com bruno, para estar sujeito aos mesmos níveis de radiação ambiental [que existe ao nosso redor na ausência de efeitos criados pelo homem] em relação a uma torre de celular, a distância segura é alguns quilômetros. longe mesmo.

e a distância segura entre o cérebro e um celular é… metros. e não centímetros e muito menos colado no seu e no meu crânio. metros.

e quais são as consequências de usar celulares mais perto do que metros e de ficar mais perto de torres do que a quilômetros de distância? em detalhe, como já dissemos neste texto, não dá para garantir que há este ou aquele efeito em todos os casos. mas é quase garantido que há efeitos, e que os efeitos podem ser de longo ou muito longo prazo. teremos que esperar para ver.

imagee aí? com perto de 80% da população do planeta usando e dependendo cada vez mais de conectividade digital e pessoal, fazer o que?… fazer o que a ciência e tecnologia já fizeram incontáveis vezes na história da humanidade. neste caso, significa descobrir novas formas de fazer com que os celulares se comuniquem entre eles e via torres, de preferência usando frequências que não nos façam correr riscos indesejados, como talvez estejamos correndo agora. ninguém sabe ao certo que riscos, nem em quanto tempo ou como. pode até ser para melhor, como no caso de ratos que têm alzheimer revertido com radiação celular… mas ninguém sabe.

pelo sim, pelo não, e até a gente saber bem mais sobre o assunto, cuidado com aquela torre celular perto da sua cabeça e não faça muita questão de aproveitar todos aqueles milhares de minutos que sua operadora está lhe oferecendo para falar com o mundo inteiro… mande mais SMS, seja mais digital… mesmo, deixando o celular cada vez mais distante de sua cabeça e usando cada vez mais os dedos para lidar com ele. nem que seja só pelo sim ou pelo não, pelo menos por enquanto.

Créditos: Silvio Meira, Terra Magazine

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